Aboio do abandonado

Eu vou bem, muito obrigado
Mas tô longe do ideal
Sou, na vida, rei do gado;
Eu já tenho um cabedal.

Mas a alma é muito pobre
E carece de cuidados
Coração feito de cobre
Que rejeita convidados.

Eu queria reformar
Esse peito combalido
Só que rio corre pro mar
O contrário é proibido.

Sem aquela que amei
Sou um súdito, ex-rei
Cujo gado foi vendido.

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