Desafio das Palavras: Coisas pequenas que se tornam gigantes com ela (a versão dele)

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Lupa, do inglês “magnifier”. Este seria seu apelido, se ela gostasse de alcunhas. Ela torna tudo magnífico, como a palavra que atravessa idiomas.

A rua, transversal à avenida, onde fica sua casa, é o logradouro que recordo quando tranco a porta da minha morada e saio pra te ver.

A campainha que toco, monotônica e estridente, é a segunda canção do nosso disco (a primeira é o telefonema em que me convido para estar aí contigo).

O tapete, que diz “bem-vindos”, lembra que seu coração disse o mesmo pra mim no dia do nosso primeiro beijo (o mais feliz da minha vida até então).

A sua mão me arrasta para um café; ela quase cabe inteira na minha palma, porém eu caibo todo em seu gesto.

Seu sorriso é contido, adornado pela timidez do início, mas este pouco sorriso queima como um dia ensolarado de fevereiro na Bahia.

Suas ideias são reflexo de uma personalidade entre sete bilhões (contando apenas os vivos). Ué, e que outra personalidade me interessa tanto neste momento? Eu passo um dia inteiro mergulhado nos seus assuntos…

O entardecer é cotidiano e perene…quando você surgiu, ele virou alvorada nas fotos em que você está; as folhas das árvores no outono são o clichê da estação, exceto quando são o tapete no qual você desfila.

As mãos dadas enquanto assistimos TV, o riso que damos mesmo sem olharmos um para o outro, a cumplicidade implícita, a hora de voltar pra minha casa, a expectativa de lhe ver de novo e em breve…Tudo justifica seu velado apelido; tudo cresce, tudo brilha mais sob você.

Cada lembrança que sua companhia produz é um período composto e complexo, escrito com sangue que o coração faz de tinta…a cada sístole e diástole, uma linha escrita na minha obra-prima: “O Privilégio de Estar Contigo”, Minha Editora, 1ª Edição.

Não é que estou usando hipérboles, afinal não estou exagerando. Meu olhar sobre a mulher que amo é meu e tão somente. Mas é verdadeiro; qualquer um que me faça de lente verá que também sou uma lupa. Eu te faço maior porque lhe valorizo o tanto que você me faz bem. E quanto bem esta maravilha de pessoa me faz…

Nas minhas orações, eu sempre peço que Lupa não me permita escrever o final deste livro, seja qual for a circunstância. Mesmo que ela se vá primeiro, a última linha terá imensas reticências, que sinalizarão o futuro a ver na eternidade na qual ingressarei para encontrá-la algum tempo depois.

E, em cada ponto dos três, uma palavra a demonstrar a consequência produzida pela sua magnificência: EU TE AMO.

Paulino Solti x Camila Barretto

“Desafio das palavras” é um jogo proposto, com o objetivo de versar sobre temas vindos de fora pra dentro; inspirar-se ao contrário. Dois poetas, cada um com seu olhar sobre o tema/título.

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