Desafio das palavras: Fora do campo de batalha em plena guerra (a versão dele) (lado B)

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No tempo em que o modo imperativo (compre, faça, seja) é mais alardeado que qualquer outro, é fácil ser vítima do exército consumerista. Neste tempo, eu sou um ponto fora da curva, como em tantos outros momentos da vida.
O que se vê hoje é uma batalha de egos: às vezes, uma corrida em raias, mais respeitosa, na qual cada um tem seu espaço e luta para alargá-lo; noutras, um ringue, do qual só um sai de pé. Nesta batalha, eu sou a plateia.
Vivo um tempo em que meus valores têm mudado, embora seguindo uma linha antiga, a qual trago com cuidado para não perder a essência: a linha da serenidade e da prudência.
Com tantos estímulos (notificações, propagandas, solicitações), o que realmente sobra ao fim do dia? Que coisas agreguei a meu espírito após fechar a porta de casa?
Do lado de fora, a competição é contínua; os anseios são maiores e mais frenéticos; viramos elétrons buscando estabilidade em ligações instáveis e efêmeras…é válido, é justo, é conveniente…é bom?
Eu busco as ligações covalentes, que são fortes e perenes, que buscam o meu valor e querem oferecer o seu.
Enquanto isso, eu ofereço ao mundo o que tenho de melhor, pois este melhor será nada quando eu me for…o meu maior legado já existe: o meu intelecto, o meu espírito. Deixo ao mundo os meus valores humanos enquanto vivo, pois morto, serei nada além de adubo e petróleo.
Repasso aos próximos o que não tem uso por mim, pois não sou estacionamento de objetos; ao contrário, sou fábrica de sonhos fantásticos e ideias surrealistas. Como surrealista que sou, o prático só me convém como trampolim para o salto no vazio. Também não me engano, o lado prático da vida também é ótimo.
De tantos lados se exige meu posicionamento, mas a verdade é que ele nunca atende a ideologia de quem pergunta, pois eu não vivo a vida de quem pergunta; pelo mesmo tanto, minhas questões são inapropriadas a quem vive no mundo espelhado. Se eu nunca fui amigo do espelho, por que começaria agora?
Há quem não questione o porquê de ter nascido e se ver lutando uma luta alheia. Mas eu nunca entendi os pressupostos de quem me antecedeu: “você vai ser padre”, “você vai ser doutor”, “você vai ser…”. Quando eu dei por conta, fui fazer o que bem quis, e as dores de arcar com decisões próprias produzem o alívio de carregar apenas o peso de aspirações internas.
Os conflitos internos são os piores, pois só após o fim é possível chegar a algum lugar sabendo o que se está fazendo. Já venci alguns, ainda enfrento outros, mas com perspectivas de alcançar grandes voos em breve.
E deixando para trás as guerras sem propósito.

Lado A: clique aqui.

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