Desafio das palavras: O que realmente importa no fim (a versão dele)

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É muita audácia de um iniciante falar de um tema tão profundo…mas nessas horas somos ensinados a andar sobre os ombros de gigantes. Pois bem.

Para melhor versar sobre o fim, o certo é se projetar lá ao invés de imaginar o que espera encontrar.
Nascemos sós e morremos igualmente, portanto nada levaremos: pessoas, nem coisas, nem mesmo memórias; tudo ficará pra trás.

Você viveu uma vida inteira e agora bate compulsoriamente numa porta que nunca quis…a saída. Você fez tudo o que quis e agora entrega tudo de volta. O que esperar, se todos os planos se resumem a nada?

Então, para construir o nada é preciso tudo? De certa forma sim. Gosto da dualidade entre conceitos, quando um define o outro, como o tudo/nada em questão. Tudo, em nossa breve existência, não significa tentar de tudo, mas preencher cada pedaço da nossa linha do tempo com algo relevante, marcante. Desta forma, o nada faz sentido. O pós-vida é um descanso de tudo que fizemos, do trabalho máximo, da obra definitiva.

Imagine deixar para trás uma vida medíocre e não poder retornar para melhorá-lá? A isto se dá o nome de arrependimento, e este é o único caso em que arrependimento mata. Literalmente.

Então se algo ainda importa no fim, este será seu ato derradeiro, pois não haverá mais tempo para outro.

Voltemos ao presente: somos donos de si, representantes máximos do livre-arbítrio. Hoje é o fim. Repita isso. Agora pense: o que você é de relevante tem que ir pro mundo enquanto é possível. Pois você vai e seus ideais ficam. Se o pensador não ecoa seu pensamento, este morrerá sem ter sido dado à luz.

Entendeu o porquê de “dar à luz”?

“Pessoas tem rosto, ideias não”. Ideias são imortais, na forma de teoria, arte, dogma, filosofia…creia em seus ideais, lute por eles, mas não morra tentando, pois a morte é certa. Não há por que dar razão ao fim, se ele é “porque sim”. Tudo que o precede é seu, é terra a descobrir, é tela a pintar.

O que realmente importa no fim é que nada mais possa ser feito, é que ele seja um dia como os outros, no qual você quer ser imortal por meio dos seus sonhos.

Paulino Solti x Camila Barretto

“Desafio das palavras” é um jogo proposto, com o objetivo de versar sobre temas vindos de fora pra dentro; inspirar-se ao contrário. Dois poetas, cada um com seu olhar sobre o tema/título.

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