Conquista displicente

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Contigo não bastam palavras…és madrinha, ama e senhora delas.
Porém sou um mago forasteiro: dominei a fina arte, e, das letras, faço obras belas.

Impasse? Não; ao contrário. Parati, me faço mais que alguns sinais.
Como icosaedro, eis de mim uns vinte lados; pra onde olhares, verás cores nada iguais.

Na tua distância, me moldei de vários jeitos; fui mocinho, vilão e palhaço.
Vesti coroa de rei, chapéu de roceiro; toquei violão no nylon e no aço.

Fui casto, desgovernado, gentil e egoísta; aprendi a andar errado e me corrigi na pista.

Tomaste algo emprestado, mas roubaste meu coração; esse vazio estranho sempre apontou direção.

Eu não sabia até há pouco, quando tu ressurgiste; o peito deu um pinote, feito dedo em riste.

Eu rio igual um besta quando penso no assunto; quem sou pra querer tanto, mesmo assim quero estar junto…

Quem sou? Ah, sou poeta; não há o que temer. Tu és cozinheira que a meu peito dá de comer.

E, pra não passar fome, eu vou bater em tua porta; quero o pão, o vinho, a janta e até a torta.

E tu terás a melhor contrapartida: um espírito leve, mãos abertas, e a minha vida.

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