Metamorfose

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Desejo se descreve em prosa. Eu te vejo e te desejo. Não há meias palavras.

Você passa por mim e eu nem noto. Você chama meu nome, eu reconheço a sua voz. Milhares de reações químicas ocorrem no meu corpo. Viro às costas e lá está você, sorrindo porque me vê. Eu luto para me conter, pois é você. Simplesmente uma mulher inacreditável, que provoca mais do que libido em mim; provoca erupção dos sentidos e das ideias.

Eu quero passar 24 horas por dia de papo contigo, mas não posso me dar esse luxo nem as circunstâncias permitem. Mas, se eu pudesse, você enjoaria de estar comigo.
Penso em você de várias formas, porém principalmente naquele papo solto após horas tântricas. Temos tanto em comum que o tantra faz todo o sentido de se praticar entre semelhantes. Elevar os sentidos, comungar o tempo, o espaço, o recíproco, o metafísico.

Volta e meia o meu desejo se converte em conversas imaginárias que tenho contigo: sejam as perguntas básicas, sejam as visões de futuro que passam pela minha cabeça (e eventualmente a sua). É um exercício de relaxamento que desmantela a saudade em partes menores, que uso para construir um telescópio pra enxergar de longe, sem tocar, sem causar dano.

O meu desejo já virou poesia. Afinal, você pra mim não é só desejo.

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