Autobiográfico XIV / Cotidiano em confissão

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Eis aqui teu perdulário
Gastando vocabulário
Pra contar causo do dia…

…em que a vida não dá trégua,
Cada passo é uma légua,
Todo sonho se adia.

Esse chão que não distingue,
Seja matuto ou bilíngue,
Recebe a nós igualmente…

…pois se a herança varia
Na última cantoria
Todo ser vira semente.

Eis o mundo em que vivemos,
Pouco somos, muito temos,
Pra fugir da solitude…

…somos individualistas,
Somos pseudo-artistas,
Sem trabalhar na virtude.

Tá faltando coerência,
Honestidade, decência,
Por-se no lugar de alguém…

…Compartilhar dos problemas,
Recriar os velhos lemas,
Fazer mais que ser ninguém.

Meu espírito se cansa,
Não tem sorte nessa dança
Que todos dançam às cegas…

…quem me dera ser bom só
Como a linda nota sol
Em qualquer palco de Vegas.

Paciência é algo escasso…
Descobri noutro fracasso
Mas a sorte é ainda mais.

Cabeça me diz “avante”
O coração me diz “cante”
Quando a inspiração jaz.

Maior confissão já feita
Não tem pronta uma receita
É feita de improviso.

Biografia cantada
É bonita; não diz nada…
São só palavras; é isso.

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2 comentários sobre “Autobiográfico XIV / Cotidiano em confissão

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