Arquivo: Aquela árvore

Ao rever essa composição, percebo que, por muitas vezes, exerço auto-clarividência nos meus versos. Aproveitem.

Paulino Solti

À sombra de um pé de razão
Escondo um coração doído
Doido, feito selvagem alazão
Faminto por seu beijo evadido.

Cada folha que dela cai
É um pedaço de saudade
Verde, como filhote sem pai
Leve na porção que se evade.

Você plantou uma semente
Que germinou e deu fruto:
Um poeta incandescente…
…um amor indissoluto.

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Ensaio de Um Soneto de Amor

De quando Paulino ainda não existia.

O amor transcende em meu ser
como o sangue corre pelas veias;
fiquei submisso a ele sem perceber
tal qual a caça da aranha acoada nas teias.

Hoje uma musa me inspira
a fazer os mais belos sonetos passionais;
minh’alma queima em brasa numa pira
cuja chama quer arder cada vez mais.

Meus sonhos ficaram tão infantis,
até na dor sinto-me feliz…
penso que estou em plena loucura.

Para esse amor canta o sabiá e o colibri
por causa de ti, esse belo sentimento descobri
e, agora descoberto, ninguém mais o segura.

#arquivo

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Poema Livre

De quando Paulino ainda não existia…

https://pixabay.com/en/birds-bridge-flight-flock-flying-1850169/
Quem me dera ser livre
Livre como estes versos
Só pra ver o mundo inteiro
E como ele é grande
Admirar as paisagens
Desertos e florestas
Pastos e praias
Folhas e flores
Sol e chuva.
Se eu pudesse ser livre
Pra soltar os bichos
De suas respectivas jaulas e mentes
Libertar as verdades
Ocultas nos semblantes
Daqueles que fingem que são
Mas não são, só pensam
Sabem que a verdade dói
e amenizam-na fingindo….que são.
Ah, se eu fosse livre
Como os seres alados
Te chamava pra voar comigo
Desbravar o universo
Aprender a amar
Pois tu és minha liberdade
E enquanto não respondes
Eu estou aqui preso
Neste poema livre.
Liberta-me!

#arquivo

O trovador

https://pixabay.com/en/musician-mandolin-artist-troubadour-752818/

Há muitos anos, um jovem poeta se retratava nestas linhas.

 

O rapaz quebrou sua alaúde

E, desolado, pensou:

“Fiz o melhor que pude;

ela, nem um pouco, notou”.

 

Ele pegou um violão,

Na sacada da moça, cantou:

“Eu te dou meu coração”

Mas ela se ausentou.

 

Abandonou o instrumento

Soltou o grito de desistência:

“Sou um monte de excremento!”

Por fim, perdeu a inocência.

 

Ela deu por falta daquele

Que, por amor, construiria uma caverna

Longe dali, estava ele

Embriagando-se numa taberna.

 

A moça o tirou do recinto,

Com um beijo, lhe deu sobriedade

Felizes para sempre, eu pressinto

Queria que isso fosse de verdade.

 

O fim de minha história é parecido

Ela continua me ignorando

Só que nela ainda estou pensando

Mesmo que tenha me esquecido.

#arquivo

O Eclipse

Numa bela noite você surgiu
Linda, cheia, venusta
Uma deusa de face robusta
Que toda de branco se tingiu.

Num breve instante lhe vejo
Você me conquista de toda maneira
Como tem essa beleza costumeira
Brilho por você, cheio de desejo.

Venho, como sempre, a um novo dia
Mas não lhe encontro e fico triste
Chego a pensar que você não exista
E esse encontro então se adia.

Esta eu a me pôr
Quando você reaparece, bela
Tudo em meu quente ser gela
Por ver meu único e eterno amor.

Dias e noites vão e vem
Enquanto espero por ti aflito
Fico entre o silêncio e o grito
Somente à espera do meu bem.

Eu, o rei Sol, aguardo nosso encontro
O eclipse é a data do nosso casamento
Não haverá mais distância no tempo
E para você, minha deusa Lua, estarei sempre pronto.

#arquivo