Sertão

Sertão

Eu não resisto a certas coisas que o Leo faz…portanto, divirtam-se.

Prosas e Café

Você não nasceu pra ser minha assim como não nasci pra ser seu, todavia carregamos uma característica comum: o vazio da alma. Uma sede inconstante que nenhuma alegria sacia, um inconsciente desidratado que se arrasta dia e noite pelo deserto. Sem satisfação, sem remédio, sem descanso. Preenchemos nossos vazios habitando as areias um do outro ocasionalmente. Um fim de semana ali, um feriado acolá. Você é o meu oásis das noites mais difíceis e também uma miragem que se desmonta ao longe, logo que vou embora, carregada pelas tempestades cotidianas.

Carrego esse vazio desde garoto, essa alma infrutífera, essa falta de sabe-se lá Deus do quê. Na época sonhava com um tempo de reflorestamento, que no futuro alguém chegaria para semear e trazer a flora necessária. Vidas, alegrias, músicas, cheiros, minúcias… saciação constante. Esse tempo nunca chegou e de tanto procurar, acabei desistindo dele. Até que certa feita, numa tarde…

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Tira-teima

Tira-teima

Um conto em duas partes…maravilhoso; vale cada linha.

Prosas e Café

O despertador de emergência tocou de novo, eu não aguentei e joguei o celular na parede, depois me levantei, fiz um pouco de café e fui até a sala assistir TV. Assim que liguei o primeiro canal era o do gado, agachei-me procurei o controle em todos os cantos, encontrei-o atrás do vaso de plantas. Comecei a trocar os canais… Era uma manhã de terça, não havia nada de muito bom. Uma velha ensinando a cozinhar carneiro, o jornal matinal, esportes olímpicos, um indiano ensinando yoga e o penúltimo canal era evangélico. Toquei no botão de avanço por mais uma vez, “Só restou você”, disse a mim mesmo. Menos mal, estava dando desenho, aumentei o volume e deixei rolar. Retornei ao quarto, abri o guarda-roupas, revirei minhas gavetas e peguei uma pomada cansada de ser exprimida. Sentei no sofá, coloquei o café sobre a mesinha da sala e…

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Palavras de Paraninfo 2017.1

O professor Cláudio Amorim foi meu orientador em trabalho de conclusão de curso, mas também o é na vida, com palavras tão sábias e indubitáveis. Leiam esta lição de vida e renovem seus corações.

Cláudio Amorim

Nota preliminar:
O presente discurso, ligeiramente adaptado, foi proferido na formatura da turma de Sistemas de Informação 2017.1 da UNEB – Campus I, em 28 de julho de 2017, da qual tenho a honra de ser paraninfo. Deixo de fora, por desnecessárias, as saudações protocoladres. Por outro lado, reitero os agradecimentos aos Afilhados que, generosamente, obrigaram-me a escrever o texto e estimularam-me a publicá-lo.

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Queridos novos bacharéis, doravante meus Afilhados,
Ikaro, Iris, Jailton, Lorena e Rylan,

Obrigado por estarem aqui e por me permitirem celebrar com vocês, dirigindo-lhes a palavra nesse dia cerimonial.

Senhoras e Senhores,
Estimados Jovens,

Saudações fraternais; saudações cidadãs; saudações acadêmicas: a minha saudação, hoje, é também um apelo à resistência.

Saudações fraternais, eu disse. Mas a fraternidade anda escondida, quando não esquecida. Permanece viva, ainda assim, nas pessoas que saem de si para irem ao encontro das demais, socorrendo, amparando e instruindo. Porque há quem…

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Infidelidades

Infidelidades

Leonardo é um cara cujas histórias eu não perco…uma igual a esta então…

Prosas e Café

Rio de Janeiro

Paulo (ou Paulão para os íntimos) tem 37 anos de idade, é casado e não possui filhos. Ele é negro, alto, forte e anda com uma cara de poucos amigos. Tem uma tosse chata, mas não é fumante. Anda rápido, mas puxa um pouco a perna. Na noite em questão, estava voltando pra casa. Tinha acabado de descer do trem e seguiu caminhando até o fim da estação, fez uma pequena pausa e pôs um dos pés no banco de madeira a fim de amarrar o cadarço. Não me recordo o nome da estação, “Parada de Lucas” talvez. Ele não pertencia as comunidades dali, contudo sua residência ficava num bairro próximo. Após arrumar o tênis, regrediu para a rota padrão de casa. Na escadaria, puxou o celular e deu um toque para a esposa, Maura. Queria saber o que tinha pro jantar. O dia foi puxado, o…

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A espiral descendente na Literatura.

Menos leitores, portanto menos escritores, portanto menos leitores…até onde iremos nesta ciranda?

Fonte: A espiral descendente na Literatura.