Seus Olhos: Poslúdio

Eu vi seus olhos depois de tanto tempo e fiz uma aposta. Sonhei como adolescente e, na distância, vi o sonho não passar de meninice…o poeta se ilude, enverga mas não quebra, pois o dia seguinte pede mais poesia, mais amor, mais daquilo que me fez escrever você em série.

A série: https://paulinosolti.com.br/category/seus-olhos-a-serie/

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Seus Olhos: Meninice

Esta é uma paródia de “A Banda”, de Chico Buarque de Hollanda.

Um trem passou feito bala
Não parou na estação
A voz do menino cala
Calando o meu coração.

Eu olho em volta, catracas,
Pessoas, trilhos, vagões
Sinais de que só empacas
Se não dás lenha aos fogões.

Um trem tem hora pra passar; impaciência esqueceu
Talvez em outro tempo eu possa me chamar de “seu”
Será que a locomotiva assustou
Ao ver que alguém já comprou a passagem?

Por quantas estações ela vai passar pra entender
Que a sua disposição está meu querer e poder?
De que adianta continuar a canção,
Se ela não escuta o calar
Que vem do meu coração?

A ferrovia não liga
Se estou longe daquela
Que quero mais que amiga
Que liga meu ser a ela.

Quando ela perder o bonde
Terei mudado o modal
Irei não importa aonde
Fugi dos trens afinal…

Mas se ela reaparecer e propor algo mais
Será que tenho forças para não olhar pra trás?
O que farei diante do que mais quero
Se sua volta é o que tanto espero?

Eu vivo a ilusão de quem atrasado correu
Na esperança de que todo o esforço valeu
Mas a verdade é que ela já zarpou
E eu insisto em ouvir a voz do interior.

Seus Olhos: Distância – https://paulinosolti.com.br/2017/04/09/seus-olhos-distancia/

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Seus Olhos: Distância

https://www.flickr.com/photos/14511253@N04/3417310332/

Distante de você reflito
“Que representa esta falta?”
Sou, no teu bosque, um palito
Querendo ser árvore alta.

Não quero ver você distante
Agora que me ressurgiu
Você me inspira o bastante
Pra sermos qual Flora e Gil.

Se você cortar a distância
Os versos seguirão nascendo
Sentirei a sua fragrância,
Escreverei mais um adendo.

Distância me traz a saudade
Você acrescenta a urgência…
…de escrever com brevidade
O que perturba minha essência.

“Seus Olhos (Interlúdio II)” – https://paulinosolti.com.br/2017/04/08/seus-olhos-interludio-ii/

Seus Olhos (Interlúdio II)

Você está longe…e mesmo assim a mente me traz a sua figura, a sua lembrança…e a sensação parece a mesma de vinte anos atrás…não acredito em destino, mas por que voltaria a sentir tanto por você, a ponto de escrever uma série só sua?

“Seus Olhos: Adolescente” – https://paulinosolti.com.br/2017/03/29/seus-olhos-adolescente/

Seus olhos: Adolescente

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Você voltou, fiquei bobo,
Solto na gravidade zero
Seu jeito é meu arroubo
Tudo em mim diz “quero”.

Você luta, eu escuto,
Vibro a cada passo seu
Se você quiser, eu luto
Pois sentimento nasceu.

Você some, é meu o choro,
Digo oi pra você ver
Que alguém se importa com o ouro
Que só você me provê.

Você vem, eu rimo,
Trago a obra à superfície;
Acho divisor pro primo;
Digo tudo que não disse.

Você é minha corrente
Na condução destas linhas
Quero ser seu no presente
Juntar suas horas e as minhas.

Você é o mistério recente
Para o qual peço diálogo
Nada melhor que um docente
Para compreender o sem análogo.

Você é fluxo para o verbo
E também é a foz
Por você me exacerbo
Até perder a voz
(E mesmo até depois de nós).

“Seus Olhos: Aposta” – https://paulinosolti.com.br/2017/03/07/seus-olhos-aposta/

Seus Olhos: Aposta

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Eu só penso em te encontrar
E mal sei o que tu fazes
Em tua vida eu quero entrar
Mas quais serão tuas fases?

Eu mergulho em tua íris
Em busca de uma resposta;
Quando em teu sono caíres
Eu quero ser a proposta.

Quando enfim acordares
Quero lhe dizer bom dia
Fazer de beijos colares
Em toda manhã vadia.

Vadiar em qualquer canto?
Contigo eu vadiaria!
Contigo eu danço e canto
Seja jazz ou baixaria.

Especulação barata…
Porque te ouvir é o certo
Daí terei chance exata
De te ter aqui, mais perto
Pra tu veres a cascata
Derramando o amor que oferto.

“Seus Olhos (Interlúdio I)”: https://paulinosolti.com.br/2017/03/06/seus-olhos-interludio-i/

Seus olhos (interlúdio I)

Linda moça, hoje não tenho um poema novo pra você. Então vou-lhe descrever o meu dia apenas.
O céu desaba em prantos antes de nos entregar um belo dia ensolarado. E as plantas me ensinam na marra a admirar o céu estrelado, pois é nessa hora que elas me tiram o oxigênio.

Seus Olhos (original): https://paulinosolti.com.br/2017/02/02/seus-olhos/